Ao invés de quadro negro e giz, tarefas divertidas com integração e participação dos jovens. A fórmula aplicada por um professor alemão considera o ideal de uma nova língua sendo ensinada utilizando todos os sentidos. Por meio de encenações e figuras teatrais, o professor e doutor Dieter Kirsch ministrou um workshop com alunos da 8ª série a 1º ano.
O especialista acredita que as aulas, ou qualquer forma de ensino de novas linguagens, deve ser feito de forma que utilize ações mútuas: tanto mentais, quanto físicas. Por isso o uso do teatro, para que o aluno compreenda a palavra e não a associe a uma tradução correspondente apenas.
- Sempre é errado aprender com giz e quadro negro. Aprender algo é uma nova associação no cérebro, é algo que precisa ser construído neurologicamente. Isso se chama Construtivismo. Impulsos e motivações são o que constroem essa nova associação – afirmou o professor.
A oficina é promovida pelo Colégio Província de São Pedro , em parceria com o Instituto Goethe e visa dar oportunidade aos alunos experimentarem essa nova forma de aprender e colocarem a prova sua bagagem linguística, visto que os participantes são alunos do nível 2 de alemão. O curso possui 6 níveis.
O professor Kirsch tem grande experiência com crianças e jovens. Durante turnê que faz pela América do Sul, ensina o idioma para essa faixa etária no Brasil pelas primeiras vezes, mas acredita que será bem compreendido e sucedido, como foi no exterior.
- É importante que a primeira língua, principalmente da criança, de preferência não seja o inglês, devido à facilidade da língua. Quando aprende-se uma língua de fácil aprendizado, como o inglês, acredita-se que é fácil aprender um idioma estrangeiro e não é verdade. Aprender qualquer língua através de algo mais que apenas a gramática é o melhor – acrescentou o professor Kirsch.